quinta-feira, 28 de abril de 2011

Público de outras cidades é maioria no Beira-Rio e no Olímpico

Assistir a um jogo do Internacional ou do Grêmio é o principal motivo que atrai visitantes de outras cidades aos dois estádios da Capital gaúcha, mas não o único. Com ele, competem em pé de igualdade o acervo dos museus dos dois clubes, a imagem do gramado e as lojas de produtos customizados com a marca dos times. Além disso, a maior parte dos que vão ao Beira-Rio ou ao Olímpico não é frequentador assíduo dos estádios, e viajam a Porto Alegre uma vez ao ano ou mais, ou ainda, sem freqüência definida. Os dados sinalizando que o futebol e suas estruturas são um atrativo do destino Porto Alegre com potencial para promover fluxo turístico na cidade não apenas em dias de jogos. Além da ida ao estádio, 32% faz outras atividades em sua permanência na cidade, como compras, freqüenta restaurantes e atividades náuticas, como passeios de barco no Guaíba.

Esses são alguns dos resultados da pesquisa Perfil do Visitante dos Estádios Beira-Rio e Olímpico, realizada em parceria pela Secretaria Municipal de Turismo e o curso de Turismo do Centro Universitário Metodista do IPA e apresentada ontem, 27, no Auditório Oscar Machado da instituição de ensino, durante aula magna do curso. O evento teve a presença do secretário adjunto de Turismo da Capital, Raul Mendes da Rocha, da coordenadora de Graduação do IPA, Liciane Rossetto, representando o reitor Roberto da Fonseca, do conselheiro do Ministério do Turismo, Carlos Augusto Alves, e da coordenadora do curso de Turismo, Elenara Vieira de Vieira.

O objetivo da SMTUR com o levantamento é potencializar o programa Futebol Tur, que oferece aos turistas da Capital visitas guiadas ao Olímpico e Beira-Rio além de facilitar a aquisição de ingressos para jogos de futebol nos dois estádios, que pode ser feita diretamente nos balcões de 20 hotéis e 14 agências de viagem credenciados.

Procedência - A pesquisa foi realizada de maio a julho de 2010 por meio de questionários elaborados pela equipe técnica da SMTUR e aplicados por alunos do curso de Turismo do IPA. Foram ouvidas 440 pessoas em dias úteis e fins de semana, tanto em visitas guiadas como em jogos nos dois estádios, incluindo disputas do Campeonato Gaúcho. Do total de entrevistados, 54% eram de cidades do interior do Rio Grande do Sul (35%) e de outros Estados (12%), sendo Paraná e Santa Catarina os principais destinos emissores. Os restantes 46% foram moradores da Capital (31%) e da Região Metropolitana (15%).

Renda e hospedagem - A renda mensal predominante está na faixa de R$ 512 a R$ 1.533 (34,%) e de R$ 1.534 a R$ 5.112 (42%). Embora 61% dos entrevistados utilizem casas de amigos ou parentes como meio de hospedagem e apenas 31% ocupem hoteis ou flats, estes têm uma permanência na cidade de uma a três noites (44%) e de quatro noites ou mais (18%). Dos que utilizam a rede hoteleira, 40% classificam sua viagem como de lazer, 28% unicamente para ver o jogo e outros 28% aproveitam a viagem a negócios ou trabalho para ir aos estádios. Uma diferença entre o público de fora que vai campo do Inter e do Grêmio: os que hospedam-se em hoteis ou flats unicamente para ver o jogo representam apenas 10% dos visitantes no Beira-Rio, e representam 41% dos que vão ao Olímpico.

África do Sul - Diferentemente da pesquisa Perfil do Turista da Copa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas e Embratur durante o mundial de 2010, em que 59% dos que viajaram para a África do Sul tinham entre 18 a 34 anos de idade, nos estádios de Porto Alegre a distribuição etária do público é bem diversificada, incluindo uma fatia de jovens com até 20 anos (15,5%) e de adultos com mais de 61 anos (3,5%). A faixa de 21 a 30 anos concentra 33,5% do público; de 31 a 40 anos, 28%; de 41 a 50 anos, 14,5%; e de 51 a 60 anos de idade, 4,5%.

Há outros comparativos possíveis entre as duas situações. Enquanto na África os homens corresponderam a 83% do público, nos estádios de Porto Alegre representam 68% diante de uma presença feminina de 32%. Do total de mulheres, 37% viaja com familiares e 33% com amigos. Os amigos foram as principais companhias dos entrevistados na África do Sul (48%), enquanto os familiares representaram 34%. O comportamento do público que viaja para Porto Alegre e vai ao Olímpico e ao Beira-Rio é inverso: os acompanhados de familiares são 52,5%, e de amigos, 41%.

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